A INICIAÇÃO NO CORDEL
Por Benedito generoso da costa
Para ser um cordelista
É preciso obedecer
Regras que se recomendam
Na arte de escrever...
Um cordel metrificado
Até pode ser cantado
E é fácil de se ler.
Para quem quer aprender
Como se faz um cordel
Recomendo ler abaixo
As normas que o menestrel
Publicou para o aprendiz
Que almeja ser feliz,
Fazendo belo papel.
É uma torre de babel
O cordel de pé quebrado,
Sem ritmo e harmonia
Deixa o leitor enjoado;
Então com muito respeito
Vão as dicas em proveito
Do aprendiz interessado.
Espero ter ajudado
Neste gesto amistoso...
Como ensina José Dantas,
Cordelista caprichoso,
Faça o cordel cantando
Com belos versos rimando,
Que ficará harmonioso.
Benedito Generoso
Dá sua contribuição
Aos novatos nessa arte,
Que necessitam da mão
De alguém mais experiente,
Portanto sigam em frente,
Nunca encubra a visão.
Aproveitem a ocasião
E respeitem a poesia,
Rubenio Marcelo disse:
“Já vi tanta porcaria
Que chega até ser risível,
Não há coisa mais horrível
Que cordel sem harmonia”.
Aqui não faço porfia,
Tampouco provocação
Porque tão somente quero
Aos novatos dar a mão;
O cordel é arte nobre,
Não o deixemos tão pobre
Por falta de instrução.
É tão simples a lição
Que o bom mestre ensina,
Cordel tem o seu padrão
Como a regra determina;
Não é preciso ser douto,
Só não pode escrever solto,
Conforme a mão inclina.
O tesouro está na mina,
Só o acha quem procura,
Assim é com nossos dons
Também na literatura,
Aquele que o encontrar
Tem o dever de esmerar
E fazer boa figura.
O que tem valor perdura,
Nunca cai no esquecimento,
Cordel não é reportagem
Que vale só no momento;
Também presta para isto,
Mas o que aqui insisto
É num grandioso portento.
Na terra varre o vento
E leva o que não tem peso,
Sem derrubar um rochedo
Que fica firme e ileso,
Pois tudo que tem valor
É tal como uma flor:
Deixa o perfume reteso.
No mundo estamos prezo
Às regras do bom viver,
E o escritor mais ainda
Na arte de escrever,
Pois tesouro tem valor
Pra quem derrama suor
E o faz por merecer.
Não pretendo estender
Esta minha explanação
Porque perfeito não sou
E tenho limitação;
Vou então me despedir,
Mas o que vem a seguir,
Leiam com toda atenção.
Para ser um cordelista
É preciso obedecer
Regras que se recomendam
Na arte de escrever...
Um cordel metrificado
Até pode ser cantado
E é fácil de se ler.
Para quem quer aprender
Como se faz um cordel
Recomendo ler abaixo
As normas que o menestrel
Publicou para o aprendiz
Que almeja ser feliz,
Fazendo belo papel.
É uma torre de babel
O cordel de pé quebrado,
Sem ritmo e harmonia
Deixa o leitor enjoado;
Então com muito respeito
Vão as dicas em proveito
Do aprendiz interessado.
Espero ter ajudado
Neste gesto amistoso...
Como ensina José Dantas,
Cordelista caprichoso,
Faça o cordel cantando
Com belos versos rimando,
Que ficará harmonioso.
Benedito Generoso
Dá sua contribuição
Aos novatos nessa arte,
Que necessitam da mão
De alguém mais experiente,
Portanto sigam em frente,
Nunca encubra a visão.
Aproveitem a ocasião
E respeitem a poesia,
Rubenio Marcelo disse:
“Já vi tanta porcaria
Que chega até ser risível,
Não há coisa mais horrível
Que cordel sem harmonia”.
Aqui não faço porfia,
Tampouco provocação
Porque tão somente quero
Aos novatos dar a mão;
O cordel é arte nobre,
Não o deixemos tão pobre
Por falta de instrução.
É tão simples a lição
Que o bom mestre ensina,
Cordel tem o seu padrão
Como a regra determina;
Não é preciso ser douto,
Só não pode escrever solto,
Conforme a mão inclina.
O tesouro está na mina,
Só o acha quem procura,
Assim é com nossos dons
Também na literatura,
Aquele que o encontrar
Tem o dever de esmerar
E fazer boa figura.
O que tem valor perdura,
Nunca cai no esquecimento,
Cordel não é reportagem
Que vale só no momento;
Também presta para isto,
Mas o que aqui insisto
É num grandioso portento.
Na terra varre o vento
E leva o que não tem peso,
Sem derrubar um rochedo
Que fica firme e ileso,
Pois tudo que tem valor
É tal como uma flor:
Deixa o perfume reteso.
No mundo estamos prezo
Às regras do bom viver,
E o escritor mais ainda
Na arte de escrever,
Pois tesouro tem valor
Pra quem derrama suor
E o faz por merecer.
Não pretendo estender
Esta minha explanação
Porque perfeito não sou
E tenho limitação;
Vou então me despedir,
Mas o que vem a seguir,
Leiam com toda atenção.