quinta-feira, 22 de setembro de 2011


A INICIAÇÃO NO CORDEL

Por Benedito generoso da costa

Para ser um cordelista 
É preciso obedecer 
Regras que se recomendam 
Na arte de escrever... 
Um cordel metrificado 
Até pode ser cantado 
E é fácil de se ler. 

Para quem quer aprender 
Como se faz um cordel 
Recomendo ler abaixo 
As normas que o menestrel 
Publicou para o aprendiz 
Que almeja ser feliz, 
Fazendo belo papel. 

É uma torre de babel 
O cordel de pé quebrado, 
Sem ritmo e harmonia 
Deixa o leitor enjoado; 
Então com muito respeito 
Vão as dicas em proveito 
Do aprendiz interessado. 

Espero ter ajudado 
Neste gesto amistoso... 
Como ensina José Dantas, 
Cordelista caprichoso, 
Faça o cordel cantando 
Com belos versos rimando, 
Que ficará harmonioso. 

Benedito Generoso 
Dá sua contribuição 
Aos novatos nessa arte, 
Que necessitam da mão 
De alguém mais experiente, 
Portanto sigam em frente, 
Nunca encubra a visão. 

Aproveitem a ocasião 
E respeitem a poesia, 
Rubenio Marcelo disse: 
“Já vi tanta porcaria 
Que chega até ser risível, 
Não há coisa mais horrível 
Que cordel sem harmonia”. 

Aqui não faço porfia, 
Tampouco provocação 
Porque tão somente quero 
Aos novatos dar a mão; 
O cordel é arte nobre, 
Não o deixemos tão pobre 
Por falta de instrução. 

É tão simples a lição 
Que o bom mestre ensina, 
Cordel tem o seu padrão 
Como a regra determina; 
Não é preciso ser douto, 
Só não pode escrever solto, 
Conforme a mão inclina. 

O tesouro está na mina, 
Só o acha quem procura, 
Assim é com nossos dons 
Também na literatura, 
Aquele que o encontrar 
Tem o dever de esmerar 
E fazer boa figura. 

O que tem valor perdura, 
Nunca cai no esquecimento, 
Cordel não é reportagem 
Que vale só no momento; 
Também presta para isto, 
Mas o que aqui insisto 
É num grandioso portento. 

Na terra varre o vento 
E leva o que não tem peso, 
Sem derrubar um rochedo 
Que fica firme e ileso, 
Pois tudo que tem valor 
É tal como uma flor: 
Deixa o perfume reteso. 

No mundo estamos prezo 
Às regras do bom viver, 
E o escritor mais ainda 
Na arte de escrever, 
Pois tesouro tem valor 
Pra quem derrama suor 
E o faz por merecer. 

Não pretendo estender 
Esta minha explanação 
Porque perfeito não sou 
E tenho limitação; 
Vou então me despedir, 
Mas o que vem a seguir, 
Leiam com toda atenção.